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Cimi teme novos ataques contra Guarani e Kaiowá da Terra Indígena Kurusu Ambá

Inserido por: Administrador em 02/02/2016.
Fonte da notícia: Conselho Indigenista Missionário - Cimi

O Conselho Indigenista Missionário manifesta grande preocupação com a vida e com a integridade física das famílias indígenas Guarani e Kaiowá da T.I de Kurusu Ambá, Coronel Sapucaia – MS. Desde a manhã do último domingo (dia 31 de janeiro), os três acampamentos indígenas localizados dentro deste território originário foram duramente atacados por fazendeiros e jagunços, inclusive dentro de perímetro já garantido como de posse plena dos indígenas por decisão advinda do Supremo Tribunal Federal. Um dos acampamentos foi totalmente incendiado e destruído pelos atacantes, despojando os indígenas de todos os seus pertences, inclusive roupas, cobertas e alimentos.  Mais de 25 famílias desabrigadas encontraram refúgio improvisado junto a famílias de outros acampamentos, vivendo em situação de extrema vulnerabilidade, quase como exilados.     

É inadmissível o descaso das forças de segurança, que até o momento sequer estiveram no local para garantir a mínima integridade dos indígenas e impedir que novos ataques ocorram. Num jogo de empurra-empurra entre Policia Militar (PM), Policia Federal (PF), Departamento de Operação de Fronteira (DOF) e Força Nacional (FN), nenhuma tomou qualquer tipo de providência desde que os ataques iniciaram e foram notificados. Servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) encontram-se neste momento no local e também estão desprovidos de qualquer apoio. Segundo eles, novos ataques contra os indígenas de Kurusu Ambá são iminentes. Indígenas tentaram retomar o acampamento que foi incendiado, porém jagunços e servidores da fazenda se encontram no local e o clima é de alta tensão. Caminhonetes já se movimentam e ameaças de morte já foram novamente proferidas contra as lideranças indígenas.

Lamentavelmente, enquanto novos crimes e atentados premeditados podem estar prestes a ocorrer, as forças policiais, o Ministério da Justiça e o governo do estado do Mato Grosso do Sul assistem a tudo calados, garantindo assim aos jagunços porteira aberta para a possibilidade de novos assassinatos, em uma terra onde nos últimos sete anos foram executadas mais de 10 lideranças do povo Guarani e Kaiowá.

Brasília, DF, 02 de fevereiro de 2016

Conselho Indigenista Missionário - Cimi

Notas do Cimi

Nota do Cimi sobre as declarações do ministro da Justiça Osmar Serraglio

As declarações do ministro, dadas em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, causam forte preocupação e demonstram um grau elevado de ignorância, que o descredencia para a função

Nota da Apib de Repúdio contra o ministro da Justiça anti-indígena Osmar Serraglio

Escolhido como parte da demanda da bancada do PMDB, Serraglio é dos que querem a mudança nos procedimentos de demarcação das terras indígenas

Nota da Apib: Pela continuidade da nossa luta em defesa da saúde diferenciada

Com as mobilizações, o governo não só foi obrigado a revogar as Portarias com que pretendia esvaziar a Sesai e a autonomia dos DSEIs, mas teve que atender a nossa pauta de reivindicações

Nota da CNBB sobre a PEC 241

A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado

Nota do Cimi: Governo Temer Golpeia Saúde Indígena

Na avaliação do Cimi, a Portaria 1907/2016 constitui-se num verdadeiro golpe aos direitos indígenas, visto ter sido editada nas sombras, sem ouvir e consultar os povos e organizações indígenas

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