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Em nota, Repam expressa indignação diante possível massacre sofrido por indígenas em isolamento voluntário

Inserido por: Administrador em 14/09/2017.
Fonte da notícia: Assessoria de Comunicação REPAM

A Rede Eclesial Pan Amazônica (Repam) expressou em um comunicado a indignação e a forte repulsa diante ao possível massacre sofrido por povos indígenas em isolamento voluntário na Amazônia brasileira. Os indícios apontam que o massacre ocorreu no rio Jandiatuba, região do Vale do Javari, próximo à fronteira do Brasil com o Peru.

Segundo fontes não oficiais, afirma o comunicado da Repam, “aproximadamente 20 indígenas conhecidos como “flecheiros” poderão ter sido assassinados em uma taque efetuado por garimpeiros que operam ilegalmente na área”. A denúncia é objeto de investigação por autoridades brasileiras.

Se confirmar-se as informações, o Estado brasileiro terá responsabilidade direta, indica a rede formada por instituições católicas de oito países abarcados pela Pan Amazônia. “A presença de madeireiros, pescadores ilegais e garimpeiros dentro das Terras Indígenas e ao longo da costa do rio Jandiatuba é permanente, sendo uma grande ameaça para a vida e integridade física dos povos indígenas que ali habitam. Se confirmar-se a veracidade do massacre, se tratará claramente de mortes que poderiam e deveriam ser evitadas, o que responsabiliza diretamente o estado brasileiro por sua falta de determinação e sua omissão em comprimir suas obrigações”.

Leia a nota da Repam
Nota do Cimi: o inaceitável massacre de indígenas isolados no Vale do Javari

O comunicado, assinado pela coordenação internacional da Rede Eclesial Pan Amazônica, é uma convocação para os Estados, autoridades, comunidades e Igrejas locais para buscarem caminhos para que se garantam os direitos dos povos indígenas: “Fazemos um chamado aos Estados Nacionais, que fazem parte da floresta Amazônica, para que assumam o compromisso inescapável de buscar caminhos efetivos e claros de cooperação regional que tenham como objetivo a garantia dos direitos dos povos indígenas e, particularmente, daqueles que se encontram em situação de isolamento voluntário, considerando assim as realidades de fronteiras”.

“Por último, exortamos a todas as pessoas de boa fé, as comunidades eclesials, as organizações sociais e a toda sociedade civil para manifestar nostra firme rejeição diante aos novos massacres e manter uma atitude inalterada em defesa da vida e dos direitos humanos”.

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